quarta-feira, 15 de maio de 2013

América Central - Aspectos humanos e econômicos


América Central - Aspectos Humanos e Econômicos

Características Humanas e Econômicas
Uma população de perto de 55 milhões de pessoas vive na região centro-americana, sendo que em torno de 60% dela habitam as Antilhas. São ameríndios (maias, chibchas), mestiços de branco e índio e brancos de origem espanhola na porção ístmica: negros, brancos de variada origem e mestiços, na porção insular. A religião católica e a cultura espanhola oferecem unidade de traços aos países continentais; já nas Antilhas, em decorrência da corrida colonialista dos países europeus e dos EUA, há uma diversidade de traços culturais e humanos. As tentativas de unificação, principalmente da porção continental, remontam à época das guerras de independência (Simon Bolívar - Congresso do Panamá - em 1824), mas encontram poderosas barreiras políticas locais e exteriores. Os seus países são: Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Honduras, Guatemala e Belize e a zona do Canal arrendada aos EUA. A maioria da população é descendente dos maias, existindo um grande número de mestiços de índios com os brancos de origem espanhola. As principais atividades culturais concentram-se nas capitais e portos marítimos, sendo a vida do interior bastante atrasada, predominando, no geral, a ignorância e a miséria. As atividades econômicas principais são as ligadas à agricultura, onde grandes empresas, no geral norte-americanas (US Fruit), controlam a produção e a exportação em larga escala de produtos tropicais: café, banana, cana-de-açúcar, cacau e madeira. Nas planícies costeiras, está a maior região bananeira do mundo, tendo a sua produção e distribuição controladas pelos americanos. As indústrias são escassas, apesar das razoáveis reservas minerais em ouro, prata, manganês e ferro que são fornecidas como matérias-primas a outros países.
As principais atividades agroindustriais localizam-se em Cuba, maior produtor mundial de açúcar, país mais extenso e mais populoso da região insular (114 524 km2 e 10 milhões de habitantes); seguindo-se , em extensão, a República Dominicana (48 442 km2 e 6, 1 milhões de habitantes); Haiti (27 750 km2 e 5, 1 milhões de habitantes); Jamaica (10 962 km2 e 2, 2 milhões de habitantes); Porto Rico - domínio americano - (9 000 km2 e 3, 2 milhões de habitantes), além das dezenas de pequenas ilhas com uma área de 20 152 km2 e uma população um pouco superior aos 550 000 habitantes. Existem grandes diferenças humanas e econômicas na região insular. O idioma falado também varia. Nas antigas colônias espanholas (Cuba e República Dominicana) fala-se o espanhol; nas colônias (Guadalupe e Martinica) e ex-colônias (Haiti), fala-se o francês. Já o inglês é dominante na Jamaica e em diversas ilhas de influência inglesa. O Haiti é a única república negra fora do território africano e Cuba, a única nação socialista das Américas.
A população predominante nas Antilhas é a dos mestiços, os negros e os brancos de origem européia, havendo um baixo número de indígenas. As atividades econômicas são bastante parecidas com as do continente, predominando as atividades agrícolas, com as culturas de cana-de-açúcar, algodão, café, tabaco e frutas. Os recursos minerais mais importantes são explorados na Jamaica (bauxita), em Cuba (níquel), na Nicarágua (ouro), existindo várias refinarias de petróleo nas Antilhas Holandesas: Curaçao, Aruba e Bonaire. As principais cidades são: Havana (Cuba, o maior centro urbano centro-americano), que já superou 2 milhões de habitantes; Guatemala (Guatemala, com 700 000 habitantes); Kingston (Jamaica, com 600 000 habitantes). Afora essas, destacam-se os centros regionais menos habitados de São Domingos, Panamá, Manágua, São Salvador, Camagüey (Cuba), Porto Príncipe e Santiago de Cuba .

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