sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Herdeiros da URSS

A Otan avança nas cercanias da Federação Russa e atrai ex-repúblicas soviéticas. Como na Guerra Fria, o governo russo contra-ataca para manter sua influência, mas aumenta a tensão com vizinhos como Geórgia e Ucrânia

Quase 20 anos depois do colapso da União das Repúblicas So¬cialistas Soviéticas (URSS), o passado não está tão distante para os países que integravam o bloco comunista até 1991, quando a potência se desman¬telou. Grande parte desses governos atualmente forma a Comunidade dos Estados Independentes (CEI). São 11 países que compartilham a história de ascensão e queda do primeiro e mais importante regime comunista do mun¬do: Federação Russa, Belarus, Ucrânia, Moldávia, Azerbaidjão, Armênia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.
Entre as antigas repúblicas soviéticas, ficaram fora da CEI apenas Estônia, Le¬tônia e Lituânia, três pequenos países às margens do mar Báltico. Hoje, os três in¬tegram a União Européia. A Geórgia saiu recentemente, após a guerra de 2008.

Liderança

O principal integrante e líder da CEI é a Federação Russa - o maior país do mundo em área -, com 75% do território, metade da população do bloco e gran¬des reservas naturais, além dos recursos econômicos mais importantes e a maior parte do arsenal militar que pertenciam à antiga URSS. A Federação Russa, porém, não é um país homogêneo: em seu núcleo ocidental está a Rússia - onde ficam Moscou (a capital do país) e São Petersburgo, as mais importantes cidades -, em torno da qual há 32 repúblicas ou regiões autônomas, formadas por 130 povos ou nacionalidades.
A CEI tem poucos poderes supranacio¬nais, mas os países que a integram com¬partilham vários acordos de cooperação política e econômica. Nos últimos anos, porém, algumas ex-repúblicas soviéticas vêm se desprendendo das antigas amar¬ras da zona de influência dos russos, que existem há séculos, desde o antigo Im¬pério Russo, e começam a estreitar laços com a Europa e os Estados Unidos.
A Geórgia, vizinha ao sul da Federação Russa, tem cultivado forte aliança com os norte-americanos nos últimos anos. O país pretende entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar com 28 países-membros liderada pelos EUA. A questão é bastante delicada, pois, no período da Guerra Fria (1945-1991), a Otan era o braço militar dos países ocidentais contra o bloco co¬munista, liderado pela URSS. Assim, a Federação Russa sente-se ameaçada.
Outro ponto de tensão é a Ucrânia, por ter eleito um governo pró Ocidente num movimento conhecido por Revolução Laranja. O país é o principal ponto de passagem do gás russo para a Europa Ocidental (80%), por vários gasodutos, e tem cortado o fornecimento diversas vezes, na disputa por uma maior participação na venda do produto.
O distanciamento das ex-repúblicas soviéticas do poder russo deve-se, em grande parte, à política ativa do governo norte-americano de buscar avançar sua presença no leste da Europa e Ásia Cen¬tral, o que é visto pela Federação Russa como uma "invasão" dos EUA a uma área de influência historicamente sua.
Nesse cenário, o Kremlin (nome do palácio -sede do governo russo) usa todas as armas para manter sua dominação histórica sobre os vizinhos.

Guerra na Geórgia

A Geórgia ganhou espaço no noticiário mundial em agosto de 2008, pois protago¬nizou uma guerra com os russos, provo¬cando temores de que o conflito atingisse maiores proporções e envolvesse os EUA e outros países do Ocidente.
A questão central do conflito foi a dis¬puta pelo controle de duas províncias da Geórgia, Abkházia e Ossétia do Sul, cujas populações, de etnias diferentes da dos georgianos, anseiam na maioria por uma inclusão na Federação Russa. No caso da Ossétia do Sul, o desejo é de fusão com a Ossétia do Norte, localizada em território russo. Essas regiões lutam pela soberania desde 1990, quando os nacionalistas ganharam as eleições legislativas para o governo central georgiano. Moscou enviou tropas à região em 1992, além de dar apoio polí¬tico e bélico aos movimentos separatistas nas duas províncias.
Geórgia acusa o governo russo de querer anexar os territórios da Âbkhazia e da Ossétia do Sul

A crise de agosto de 2008 começou com o ataque da Geórgia à Ossétia do Sul. A resposta foi arrasadora: em menos de uma semana, o Exército russo reto¬mou o controle da província e ocupou também a Âbkhazia, além de territórios da Geórgia limítrofes a essas regiões. Os choques militares resultaram em cente¬nas de mortes - principalmente do lado georgiano. O ataque foi interpretado pela comunidade internacional como uma tentativa do presidente georgiano Mikhaíl Saakashvili de envolver diretamente tropas norte-americanas e da Otan na disputa com os russos.
O conflito foi encerrado com um acor¬do de cessar-fogo negociado pela União Européia (UE). Durante a guerra, o único movimento feito pela Otan foi o deslo¬camento de navios de guerra para o mar Negro (litoral ocidental da Geórgia), com o argumento de levar ajuda humanitária à população atingida pelos combates. Mos¬cou respondeu prontamente, reforçando a presença militar na região.
Meses depois, o clima ainda é tenso. A Geórgia acusa a Federação Russa de ten¬tar anexar as duas regiões separatistas e retirou-se da CEI, enquanto as relações entre Moscou e outros países que integram a comunidade ficaram balançadas. A Fede¬ração Russa alega que o governo georgiano apóia os rebeldes separatistas da República da Chechênia - parte do território russo na fronteira com a Geórgia -, enviando armas e suprimentos, argumento usado para manter 8 mil soldados na região. Além disso, desde maio é o Exército russo que guarda as fron-teiras de Âbkhazia e Ossétia do Sul com a Geórgia, ação criticada pela Otan.

Crise do gás

A Federação Russa utiliza sua suprema¬cia energética para reforçar sua influência política e econômica sobre os vizinhos e, mais além, para estendê-la às suas relações com os países da Europa Ocidental. Das re¬servas russas sai 25% do gás consumido em toda a União Européia. Mas, para chegar aos consumidores, o gás russo passa por gasodutos que atravessam diversos países. Os caminhos para a maior parte desse com¬bustível passam pela Ucrânia, que depois o redistribui a outros países a oeste.
No começo de 2009, auge do inverno no Hemisfério Norte, a Federação Russa e a Ucrânia desentenderam-se em relação aos preços pagos pelo gás russo. Foi a segunda vez que isso ocorreu. Moscou chegou a fechar as torneiras dos gasodu¬tos com destino à Ucrânia, afirmando que o país deveria pagar mais. O impasse dei¬xou milhões de pessoas em toda a Europa sem aquecimento em casa por vários dias, o que é particularmente problemático numa região em que as temperaturas são negativas nessa época do ano.
A disputa em torno do gás pode ter sido exacerbada para funcionar como arma política, incentivando tensões internas na Ucrânia, cujo governo mantém boas relações com as nações ocidentais. O país vem negociando, com a Geórgia, o ingres¬so na Otan. A estratégia russa parece ter funcionado, por enquanto. A adesão dos dois países à aliança militar ocidental foi adiada, devido à pressão das nações européias que dependem do gás russo, como França, Itália e Alemanha.

Revolução Russa

Os desentendimentos entre as ex-re¬públicas soviéticas fazem parte de um contexto maior de tensão envolvendo os povos que habitam a região. São eslavos, turcos, persas e mongóis, professando diferentes religiões (cristã, budista e islâ¬mica), falando inúmeras línguas e usando diferentes alfabetos. Ainda no século XVI, os russos saíram da região de Moscou e expandiram seus domínios para leste, até atingir o oceano Pacífico. No século XIX, o Império Russo avançou também sobre o Cáucaso. Esses movimentos de expansão resultaram no domínio russo sobre diversos territórios e povos.
No começo do século XX, a Rússia era governada pelo czar Nícolau II, apoiado pela nobreza e pelo clero da Igreja Orto¬doxa Russa. A maioria da população era camponesa e vivia em péssimas condições. Nas cidades, os trabalhadores da indústria nascente eram submetidos a uma rotina exaustiva e a salários miseráveis. A situação foi agravada com a derrota na guerra com o Japão (1904-1905) e com a participação na I Guerra Mundial (a partir de 1914). As dificuldades do czar em enfrentar as crises de desabastecimento e as revoltas sociais levaram à Revolução Russa, em 1917.
A transição para o socialismo iniciou-se em 27 de fevereiro de 1917, pelo calendá¬rio russo (12 de março, no ocidental), com a Revolução de Fevereiro, que forçou a abdicação do czar. Oito meses depois, a Revolução de Outubro instaurou o regime chamado de ditadura do proletariado, sob a liderança do Partido Bolchevique (mais tarde, Partido Comunista), dirigido por Vladimir Lênin. O novo governo distri¬buiu terras a camponeses e transferiu o controle das indústrias a representantes dos operários. Após quatro anos de guerra civil, foi estabelecida a União das Repú¬blicas Socialistas Soviéticas (URSS), o primeiro país comunista do mundo.
Seguiu-se um período de grande cresci¬mento econômico. Em 1924, com a morte de Lênin, subiu ao poder Josef Stálin, que implantou um regime de terror, perse¬guindo os opositores. No fim da década de 1920, com sua política de coletivização forçada de terras, Stálin provocou a morte de 10 milhões de camponeses por fome ou execução. O ditador também sufocou as aspirações de autonomia de todos os povos não russos.
Apesar do extermínio de 20 milhões de soviéticos e da economia arruina¬da, a URSS saiu vitoriosa da II Guerra Mundial e tornou-se a segunda maior potência do planeta. Rivalizou com os Estados Unidos por 40 anos, numa tensão permanente conhecida como Guerra Fria.
Russos e norte-americanos travaram, por 45 anos, uma disputa tecnológica, econômica e diplomática

Guerra Fria

O período da Guerra Fria foi marcado pela disputa pela hegemonia mundial entre um bloco capitalista, liderado pelos EUA, e um comunista, capitaneado pela URSS. Por causa dessa divisão, o cenário mundial da segunda metade do século XX era chamado de "bipolar". Além dos EUA, o bloco capi¬talista contava com o Japão e com países da Europa Ocidental, reunidos na aliança militar com o nome de Otan. Já o bloco comunista era for¬mado por URSS, pelo bloco comu¬nista do Leste Eu- Oriental, Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Bulgária, Romênia), Vietnã e
Cuba, reunidos no Pacto de Varsóvia - além da China e da Iugoslávia, regimes independentes de Moscou.
Russos e norte-americanos travaram, durante 45 anos, uma intensa disputa econômica, diplomática e tecnológica -que chegava a se expressar em campos como a corrida espacial (veja na pág. 210) e nos Jogos Olímpicos. Os conflitos da época sofriam impacto da rivalidade, como nas guerras da Coréia (1950-1953) e do Vietnã (1959-1976) e na ação dos norte-americanos em apoio às ditadu¬ras da América Latina, em nome da luta contra a ameaça comunista.
Uma grande preocupação do período era com o risco de uma guerra nuclear, pois os dois lados desenvolviam bombas atômicas cada vez mais poderosas. Qua¬tro anos após a explosão em Hiroshima (veja na pág. 74), a corrida nuclear foi inaugurada quando os soviéticos explo¬diram sua primeira bomba, e ficou mais perigosa quando o Reino Unido, a França e a China também começaram a desen¬volver arsenais nucleares.
No fim dos anos 1970, a URSS já não conseguia mais acompanhar o ritmo econô¬mico do Ocidente. Os investimentos norte-americanos em armamentos provocaram o aumento dos gastos bélicos soviéticos, levando o país a uma grave crise financeira. Em 1985, o líder soviético Mikhail Gorba-tchev chegou ao poder e passou a estimular a abertura política (glasnost, em russo) e a liberalização econômica (perestroika) na URSS. Era uma política de crise. As pres¬sões ampliaram-se sobre o regime com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e, em 1991, a URSS deixou de existir.

Caldeirão étnico

A dissolução da URSS, com o fim de seu regime centralizado, destampou um caldeirão étnico. Imediatamente o Estado dividiu-se em 15 países. Vários, porém, e principalmente a Federação Russa, pas¬saram a abrigar minorias descontentes, exigindo maior autonomia ou mesmo a independência. Os motivos para isso são históricos: a opressão do Império Russo foi seguida, no século XX, pelo governo cen¬tralizador e autoritário imposto por Stálin, que deslocou populações de suas regiões de origem e incentivou a migração maciça de russos para certos pontos do país.
Para entender o processo, podemos to¬rnar o exemplo da Chechénia, pequena república do sul da Federação Russa, no Cáucaso, cuja maioria do 1,1 milhão de ha¬bitantes é muçulmana. Na década de 1940, milhares de chechenos foram deslocados para a Ásia Central, sem receber moradia adequada nem condições de sustento, além de ter os direitos políticos cassados. Ao mesmo tempo, Stálin colonizou a região com imigrantes russos, dando-lhes as casas e os bens dos antigos moradores.
Cerca de dez anos depois, os chechenos foram retornando de forma caótica e se enfrentando com a população russa ali esta¬belecida. Surgiram movimentos separatistas que, no período final da URSS, em 1991, passaram a lutar pela independência da Chechénia. Três anos depois, tropas russas invadiram o território, dando início a com¬bates que mataram mais de 100 mil pessoas. Um acordo de paz, em 1996, suspendeu a guerra, mas não solucionou a disputa. Desde então, milícias separatistas promovem ata¬ques terroristas para atingir o Estado russo, e houve momentos de conflito aberto.
No início de 2009, o governo de Moscou encerrou as operações militares e sus¬pendeu as restrições econômicas contra a Chechénia. A população comemorou a decisão na capital, Grozny - considerada pela ONU, em 2004, a cidade mais des¬truída do mundo. Agora, a situação está mais calma, mas os problemas não estão resolvidos. O atual presidente checheno é, na prática, o braço de Moscou na região.
Rivalidade com os EUA
A primeira década após a dissolução da URSS foi de caos econômico, recessão pro¬funda e disseminação de manas na cabeça de boa parte das empresas privatizadas pelo Estado russo. Houve uma piora generalizada dos indicadores econômicos. Nos últimos anos, começou uma recu¬peração consistente, com base, sobretudo, na exportação de combustíveis. Isso permitiu ao Estado russo retomar uma iniciativa no cenário internacional, buscando recuperar um lugar de destaque global e defender o que considera sua zona de influência tra¬dicional. Assim, houve certa tensão com a União Européia, que incorporou vários dos antigos regimes comunistas do Leste Euro¬peu, e com os EUA, que buscam estender seus laços com os países da região.
Nos últimos meses, porém, o governo russo vem adotando um discurso mais con¬ciliador e afirmou a intenção de cooperar com os EUA em áreas como a redução dos arsenais militares, nas negociações com o Irã (regime hostil aos norte-americanos) e no combate ao terrorismo. A eleição de Barack Obama facilitou o diálogo em rela¬ção à gestão Bush. Como Obama decidiu rever os planos de instalação de um escudo antimísseis na Europa, que os russos vêem como ameaça à sua segurança, os dois países suspenderam o projeto de colocar mísseis no enclave de Kaliningrado, no mar Báltico.
A relação entre eles, porém, é de rivali¬dade. Em maio, a Otan fez exercícios mili¬tares em conjunto com a Geórgia perto da fronteira da Ossétia do Sul. Em retaliação, o governo de Moscou expulsou diplomatas da Dinamarca, um dos países-membros da Otan. O episódio bloqueou a normalização das relações entre a Otan e os russos. O avanço da Otan no Leste Europeu é uma preocupação central do governo russo. Os ex-comunistas Bulgária, Romênia, Hungria, Eslovênia, República Tcheca, Eslováquia, Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia fazem parte atualmente da aliança militar.
Em resposta, Moscou tenta reconquistar espaço. Na Ásia Central, a Federação Russa oferece empréstimos bilionários a países em dificuldades financeiras, mas impõe suas condições. O Uzbequistão e o Quirguistão, por exemplo, anunciaram o fechamento das bases norte-americanas em seus territórios, próximos ao Afeganistão. A Federação Russa também tenta se aproximar da América Latina. No fim de 2008, o presidente Dmitri Medvedev visitou Peru, Venezuela, Cuba e Brasil, onde assinou acordos econômicos ligados a petróleo, armas, tecnologia espacial e energia nuclear. O Exército russo realizou exercícios militares com a Venezuela.
Crise econômica castiga Federação Russa

A Federação Russa enfrenta grandes dificuldades, desde o ano passado, com a crise econômica mundial. Um dos maiores exportadores de carvão, petróleo e gás natural - graças às suas enormes reservas -, o país viu sua receita cair bruscamente com a queda no consumo mundial de bens industrializados. O preço dos hidrocarbonetos no mercado internacional desabou. O barril de petróleo, que chegou a bater em 150 dólares, despencou para apenas um terço disso.
Os hidrocarbonetos respondem por 60% das exportações russas. A queda nas vendas externas foi o início de um efeito dominó. Enquanto a economia piora, com o recuo de 16% na atividade da indústria, cada vez mais russos entram para as filas atrás de emprego. Na tentativa de reaquecer a economia, o governo despeja bilhões no sistema bancário e cria linhas de crédito facilitado, além de implantar medidas protecionistas na área agrícola - o que prejudica as nações que exportam para lá.
Essa situação interrompeu um ciclo econô¬mico positivo. Até metade de 2008, o país experimentava forte crescimento econô¬mico, beneficiado principalmente pela va¬lorização de seus produtos de exportação. No ano passado, o PSB da Federação Russa cresceu 5,6%; em 2009, a previsão do Banco Mundial é uma redução de 4,5%.
A crise também acirrou as disputas po¬líticas internas entre governo e oposi¬ção. Diante da turbulência, o presidente Dmitri Medvedev promove mudanças estruturais no governo, na tentativa de descolar sua ima¬gem da do primei¬ro-ministro Vladimir Putin, seu padrinho político e antecessor, o ho¬mem que coman¬da efetivamente o país, mas que não pode se can¬didatar à reeleição pela segunda vez consecutiva.
AS ECONOMIAS SUBMERGENTES

Até pouco tempo atrás, a economia russa parecia ter uma capacidade de gerar notícias positivas na mesma ve¬locidade com que as destila rias do país produzem vodca de boa qualidade. No início de 2008, por exemplo, Moscou su¬perou Nova York como a metrópole com rnaior número de bilionários do planeta. (...) Nos últimos dois meses, inflamados protestos contra o Kremlin, a sede do governo russo, se espalharam por quase todos os cantos do país. (...)
A Rússia está entre as economias emer¬gentes mais duramente afetadas pela recessão mundial. Entre 2003 e 2008, o PIB do país cresceu à média anual de 7%, A previsão para 2009 é uma retração de 2,2%. (...) As duas principais bolsas de va¬lores do país perderam 80% do volume de negócios desde o ano passado e o rublo desvalorizou mais de 30% em relação ao dólar. Apenas em janeiro, mais de 300 000 russos saíram do mercado de traba¬lho e a taxa de desemprego aproxima-se agora dos 10%. Até o momento, as várias medidas de emergência para combater a recessão e reduzir os gastos públicos soam como meros paliativos diante da gravidade da situação. Recentemente, o governo anunciou um corte de 15% no . orçamento militar. O facão nos gastos públicos não poupou nem a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno, que se¬rão realizados na cidade russa de Sochi em 2014 e tiveram uma redução de 15% no orçamento.
Tiago Maranhão - EXAME, 11/3/2009

Fonte Atualidade vestibular – editora Abril

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