sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

França do iluminismo e de Napoleão

Um dos países mais ricos e historicamente influentes do mundo, a França tem relutado em dissolver sua identidade própria e o caráter único que exerce na cultura ocidental dentro do quadro mais amplo da União Européia

História

A atual região da França, invadida pelos celtas no século IX a.C., foi ocupada pelos romanos entre o século I a.C. e o V d.C. Em seguida emergiu o reino franco, cujo líder, Carlos Magno, no século IX, tornou-se imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Após seu reinado, o vasto império dividiu-se em domínios feudais. A força do poder central só foi instaurada séculos mais tarde, atingindo o auge no período do absolutismo, inaugurado no reinado de Luís XIV (1643-1715).
Na REVOLUÇÃO FRANCESA(1789-1799), a burguesia, com o apoio popular, der¬rubou a monarquia e ascendeu ao poder. O movimento influenciou o mundo todo, abrindo a via para uma nova estrutura social. Napoleão Bonaparte (veja ao lado) assumiu o poder em 1799 e tornou-se imperador cinco anos depois. Após sua deposição, a dinastia dos Bourbon foi restaurada e terminou com a revolução de 1848. A derrota na guerra contra a Prússia (1870-1871) provocou uma in¬surreição proletária, a Comuna de Paris, violentamente reprimida.
Na I Guerra Mundial A França lutou a ao lado da Tríplice Entente e se une aos Aliados na II Guerra - durante a qual foi ocupada pelos nazistas. Líder da resistên¬cia, o general Charles de Gaulle tornou-se a principal figura política francesa após o conflito. A República de 1946 a 1958 foi marcada pela oposição entre partidários de De Gaulle e comunistas

Iluminismo

A França é um dos países que mais contribuíram para a formação da cul¬tura e da política ocidentais. Seu maior legado foram as idéias disseminadas durante o Iluminismo, uma corrente de pensamento que surgiu na Inglaterra e na Holanda, mas que alcançou sua maior repercussão na França, berço da maioria de seus pensadores e palco do seu ápice político, a Revolução Francesa.
Corrente de pensamento dominante no século XVIII, o Iluminismo teve origem no Renascimento - o primeiro grande momento de construção de uma cultura burguesa. Defende o predomínio da razão sobre a fé e estabelece o progresso como destino da humanidade. Seus principais expoentes foram os franceses Diderot e D'Alembert (autores da Enciclopédia, obra magistral em 35 volumes que reúne o conhecimento da época), Montesquieu (que propõe a independência dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário), Voltaire (célebre defensor da liberdade de expressão), o inglês John Locke (que trata a experiência como fonte do conhe¬cimento) e o suíço Jean-Jacques Rous-seau (ideólogo da Revolução Francesa e defensor do Estado democrático).
A propagação de tais valores, impulsiona¬da pela Revolução Francesa - fornecendo-lhe, inclusive, o lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" -, foi tão revolucionária que deu inicio a uma nova era na história da humanidade: a Idade Contemporânea.

Napoleão

Uma das mais importantes figuras da história contemporânea, NAPOLEÃO BONAPARTE nasceu na Córsega, então território francês, em 1769. Aos 9 anos entrou para a escola militar e, aos 24, tornou-se o mais jovem general francês. Entusiasta da Revolução Francesa, em 1795 dirigiu a repressão contra os monarquístas que queriam retomar o poder e passou a comandar o Exército francês contra a Áustria, que foi obrigada a ce¬der à França a Holanda e a Lombardia. Dois anos depois, conquistou o Egito. Em 1799 liderou o golpe que derrubou o Diretório - órgão executivo da Repú¬blica - e instalou o Consulado, governo dirigido por três cônsules, dos quais o mais influente foi ele mesmo.
Em 1804 coroou-se imperador. Im¬pulsionou a indústria, estimulou o ensi¬no, consolidou os valores da Revolução Francesa no Código Napoleônico - que influencia constituições mundo afora - e deu continuidade à campanha expansionista. Dominou a Áustria, a Holanda, a Suíça, a Itália, a Bélgica e a península Ibérica. Perdeu a campanha da Rússia em 1814 e foi obrigado a abdicar. Exilou-se na ilha de Elba, mas voltou para a França à frente de um exército. Seu segundo reinado durou apenas 100 dias. Vencido pelos ingleses em 1815, na Batalha de Waterloo, foi deportado para a ilha de Santa Helena, no oceano Atlântico, onde morreu, em 1821.

Fonte: Atualidades Vestibular – Ed. Abril

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