sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Crise na União Européia

A Irlanda é o atual protagonista da crise na zona do euro. Após 20 anos de crescimento econômico vigoroso, os imóveis se desvalorizaram sensivelmente. O governo irlandês teve de socorrer bancos endividados e se afundou num grande déficit orçamentário. O país recebeu ajuda da U.E. e se comprometeu a reequilibrar suas contas. Mas as medidas adotadas para cortar gastos desagradaram a população, causando uma crise política.
A crise invadiu a U.E. pela Grécia. No inicio de 2010 o país estava tão endividado que não conseguia mais empréstimos. A EU e o FMI acertaram uma ajuda bilionária ao país, que prometeu ajustar seu orçamento. Há a suspeita de que a Grécia tenha feito uma operação financeira fraudulenta, em 2001, com um banco norte-americano. Para ser aceita na zona do euro, a Grécia teria obtido 1 bilhão de dólares como se fosse uma operação cambial e não um empréstimo.
A crise econômica ameaça a credibilidade da zona do euro, o maior símbolo da integração européia. Por isso a UE pressiona outros governos a ajustar suas contas. Os países com déficits fora dos padrões do bloco foram apelidados de Piigs, sigla formada com as iniciais em inglês de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha. Trata-se de uma alusão á palavra “porco”, em inglês – que sugere que essas economias estão “sujas”.
A UE aprovou no fim de 2009, o Tratado de Lisboa, com o objetivo de reforçar as instituições do bloco, simplificar a administração e o processo decisório da União.
A crise econômica já reduziu o fluxo de imigrantes na UE. Estudo indicam que as comunidades estrangeiras nos países ricos do bloco pararam de crescer pela primeira vez em 30 anos.
A Espanha, por exemplo, recebeu 70 % menos estrangeiros em 2009 do que em 2008. Um dos motivos é a falta de trabalho. Na Irlanda, o numero de imigrantes do Leste Europeu caiu 60% no mesmo período. E diminuiu quase pela metade a quantidade de ilegais que tentaram entrar na UE por mar. As remessas de dinheiro aos países de origem desses trabalhadores também estão menores, por causa da desvalorização do euro.
Com a adesão de países do Leste Europeu, entre 2004 e 2007, o bloco endureceu o controle de alfândega na fronteira da Bulgária com a Macedônia, Sérvia e Turquia. Romenos e búlgaros enfrentam restrições para entrar em dez países da Europa Central e Ocidental. Já a Grécia tem projeto de construir uma cerca na fronteira com a Turquia, para barrar a entrada de ilegais, como afegãos, argelinos, paquistaneses, somalis e iraquianos.
Mesmo assim, os imigrantes são uma força econômica importante. Até o estouro da crise, a estimativa era que os clandestinos representassem algo entre 7% e 16% do PIB europeu. Entre 3 milhões e 8 milhões de pessoas vivem clandestinamente no bloco.
Um acordo chamado Espaço Schengen permite a livre circulação de seus habitantes por 25 países, sem controle fronteiriço. Das 27 nações da UE, cinco estão fora do espaço Schengen: Bulgária, Romênia e Chipre, que ainda esperam a aprovação dos outros membros, o Reino Unido e Irlanda, que optaram por manter o controle das fronteiras. Noruega, Islândia e Suíça também aderiram ao Espaço Schengen.

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Prof. Miguel