sábado, 17 de abril de 2010

Europa Germânica

Os países que compõem a Europa Germânica são: a Alemanha, o Áustria, a Suíça e Liechtenstein.

A REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA (BDR)

CAPITAL - Berlim (Bonn foi a sede do governo até o verão de 1999)
SUPERFÍCIE - 357.050 km2
POPULAÇÃO - 83.000.000
LÍNGUA - alemão
MOEDA - marco (1 marco = 57 centavos de dólar americano); 1 euro (moeda européia) = 1,95583marcos)
ESTRUTURA POLÍTICA - República Federal com 16 estados (Länder)
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 87,4% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 46% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 1 bilhão e 940 milhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 23.700 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 1,5%
INFLAÇÃO - 0,7% ao ano
POPULAÇÃO ATIVA - agricultura (2,8% da população); indústria (34,5%); serviços (62,6%)
TAXA DE DESEMPREGO - 8,6%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO* - 14º no “ranking” mundial
PRODUTOS AGRÍCOLAS - 9,5% da produção nacional
PRODUTOS ENERGÉTICOS - 5,7% da produção nacional
PRODUTOS MANUFATURADOS - 71,7% da produção nacional

UMA NOVA IDENTIDADE ALEMÃ

A implantação da “República de Berlim”, agora novamente capital do país, foi acompanhada de uma evolução na consciência da identidade coletiva alemã. De fato, ciente de seu poderio, a Alemanha unificada ainda se debate entre o desejo de superar os erros do passado e o medo de solapar o consenso fundador da República Federal da Alemanha. Alguns intelectuais afirmam que o desenvolvimento tecnológico alemão não pode ser restrito por uma “consciência culpada”; superado o nazismo, a Alemanha tem, novamente, o “direito de pensar”. Outros pensadores acreditam que a permanente recordação do passado deve servir como alerta para se evitar crimes no futuro.
A opinião pública germânica, em sua grande maioria, é favorável ao retorno da Alemanha, como potência, ao cenário internacional. Exemplo disso foi a intervenção militar e diplomática em Kosovo, em 1999. Pela primeira vez, desde a Segunda Guerra Mundial, as forças armadas alemãs participavam de um conflito europeu. Em maio de 2000, o Ministro das Relações Exteriores, o “verde” (ecologista) Joschka Fischer,
defendeu a reavaliação da importância da Alemanha no seio das instituições européias, atualmente calcadas no modelo político alemão.
A mudança da capital de Bonn para Berlim teve, além de uma mera transposição geográfica, o significado de transferência de uma cidade, Bonn, católica e renana (próxima ao rio Reno), para uma metrópole cosmopolita, tradicionalmente esquerdista e voltada para o leste europeu. O eixo germânico passou de uma bem comportada e conservadora localidade para uma inquieta e turbulenta megalópole. Renasceram os
fáusticos* tempos da boêmia Alexanderplatz**.
* Fáustico - referência ao mito de Fausto, que vendeu sua alma ao Demônio;
** Alexanderplatz - praça berlinense famosa pelos seus bares, bordéis e uma intensa vida boêmia e noturna.

REPÚBLICA DA ÁUSTRIA

CAPITAL - Viena
SUPERFÍCIE - 83.850 KM2
POPULAÇÃO - 8.150.000
LÍNGUAS - alemão, húngaro, checo, eslovênio e servo-croata
MOEDA - shilling (1 euro = 13,7603 shillings)
ESTRUTURA POLÍTICA - República Federal Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - o Presidente
CHEFE DE GOVERNO - o Primeiro Ministro
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 80 % da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 48% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 187 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 23.166 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 2%
INFLAÇÃO - 0,5% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 3,6%
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - 16º no “ranking” mundial

A ÁUSTRIA: NAÇÃO MARGINAL DA EUROPA?

Nas eleições parlamentares de outubro de 1999, o Partido Liberal da Áustria, liderado por Jörg Haider e fundado por ex-nazistas, tornou-se a segunda maior agremiação política do país. Em razão desse êxito eleitoral, o Partido Liberal participa hoje da coalizão política dominante em Viena (Partido Popular e Partido Liberal). O novo governo assustou as outras nações européias, que procuraram marginalizar a Áustria, temerosos da irradiação de governos de extrema direita por todo o continente. Não se deve esquecer que a Áustria faz parte da Unidade Européia, cujas decisões políticas e econômicas, tomadas pelo Conselho Europeu, devem sempre ser unânimes. Dessa maneira, a Áustria, xenófoba e temerosa das migrações vindas do leste europeu, pode vir a ser um obstáculo à ampliação da Comunidade Européia das Nações.

A SUÍÇA

CONFEDERAÇÃO SUÍÇA
CAPITAL - Berna
SUPERFÍCIE - 41.288 km2
POPULAÇÃO - 7.300.000
LÍNGUAS - alemão, francês, italiano, e rético-romanche
MOEDA - franco suíço
ESTRUTURA POLÍTICA - Condeferativa Parlamentar
CHEFE DE ESTADO E DE GOVERNO
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 86% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 50% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 180 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 25.512 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 175%
INFLAÇÃO - 0,8% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 3,1%

O AVANÇO DA DIREITA NACIONALISTA

Nas eleições de outubro de 1999, a União Democrática do Centro (direita nacionalista) tornou-se o primeiro partido do país. Embora a vitória da UDC tenha esmagado os grupos de extrema-direita, influenciados pelo fascismo, ela é preocupante, pois indica o desejo da maioria da população suíça de não participar da Unidade Européia. Apesar disso, o país tem dado pequenos passos em direção à Europa: no ano de 2000, um plebiscito permitiu a assinatura de sete acordos ampliando as relações da Suíça com a Unidade Européia. Proliferam, ainda, protestos contra tais acordos, notadamente aquele que prevê a instauração progressiva da livre circulação de pessoas entre a Suíça e os demais países europeus. Com efeito, a plena adesão à EU permanece como um objetivo a longo prazo do governo de Berna.
Outro fato que vem abalando o país é a revelação da colaboração suíça com a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, quando empresas venderam produtos para o Terceiro Reich e os bancos suíços acolheram capitais e bens expropriados das comunidades judaicas européias.

PRINCIPADO DE LIECHTENSTEIN

CAPITAL - Vaduz
SUPERFÍCIE - 157 km2
POPULAÇÃO - 32.000
LÍNGUA - alemão
MOEDA - franco suíço
ESTRUTURA POLÍTICA - Monarquia Constitucional Parlamentarista
CHEFE DE ESTADO - Príncipe Hans -Adam II
CHEFE DO GOVERNO - Matio Frick
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 90% da população
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 51% da população
PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) - 181 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 25.500 dólares
CRESCIMENTO ANUAL - 1,2%
INFLAÇÃO - 0,2% ao ano
TAXA DE DESEMPREGO - 0%

UMA ACUSAÇÃO: “LAVAGEM” DE DINHEIRO “SUJO”

Em 1999, o Principado de Liechtenstein foi abalado pelas revelações dos serviços secretos alemães que acusaram esse pequeno país de favorecer a reciclagem de dinheiro “sujo”, pois o Principado é um paraíso fiscal sempre pronto a cooperar com o crime organizado. De início, as autoridades de Vaduz negaram a acusação; em seguida, obrigadas a se curvar diante da realidade, desfecharam uma ampla operação de
combate à “lavagem” financeira, que levou à prisão de inúmeras personalidades nacionais. Atualmente, o governo local anunciou uma série de medidas visando aprimorar os dispositivos contra a criminalidade financeira internacional.

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