sábado, 17 de abril de 2010

Coréia do Norte, Cuba e Vietnã

Coréia do Norte

Um comunismo rígido de orientação stalinista e hereditário domina a Coréia do Norte desde 1953. O atual tirano, Kim Jong II, herdou, em 1994, o poder de seu pai, Kim II Sung, denominado o Camarada Grande Líder. Com um regime fechado, o país só se aproximou da China, cuja economia vem tomando novos rumos nos últimos anos, para solucionar o grave problema da fome que castiga a população.
País rural, de economia planificada e ditadura fortíssima, a Coréia do Norte construiu o seu regime socialista sob o dogma do isolacionismo, o juche, que significa auto-suficiência em coreano. Como resultado, só obteve pobreza e fome que vitimou mais de 2 milhões de pessoas nos últimos anos. As indústrias, todas estatais, estão falidas. As enchentes de 1995-1996 e a seca de 1997 arruinaram o que havia sobrado da agricultura.
A crise econômica obrigou a Coréia do Norte a pensar na possibilidade de construir zonas de livre comércio, onde será permitida a entrada de capital estrangeiro. Porém o país não conta com infra-estrutura (estradas, energia elétrica) para o funcionamento de novas indústrias em seu território. Uma dessas zonas é Rajin-Sonbong e os maiores investimentos virão da Coréia do Sul. Os sul-coreanos são os principais interessados em ajudar os irmãos do Norte, para minorar os problemas no caso de uma futura, mas pouco provável, reunificação do país.
Na Coréia do Norte, não se pode ir de uma cidade para outra sem a aprovação do governo. O correio é controlado pelo Estado; rádio e televisão estão ao alcance de poucos. Energia elétrica, aumentos e remédios são objetos de luxo. Cada família só pode ter uma lâmpada em casa. Apesar de toda a miséria, a Coréia do Norte tem um dos maiores arsenais nucleares do mundo.

A guerra que não acabou

Separadas pelas rivalidades da guerra fria, Coréia do Norte (socialista) e Coréia do Sul (capitalista) não assinaram nenhum tratado de paz em 1953, quando cessaram as hostilidades na região. Isso significa que a guerra não acabou oficialmente nessa península coreana. Apenas em julho de 2000, os presidentes das duas Coréias encontraram-se para conversar sobre uma hipotética reunificação. Porém, em março de 2001, o Norte interrompeu bruscamente as negociações com a Coréia do Sul, sem nenhuma justificativa.

Cuba: de "quintal" dos EUA à Ilha de Fidel

Desde sua independência, após a Guerra Hispano-Americana, no final do século XIX, até a vitória da Revolução Cubana (1959), Cuba foi controlada pêlos Estados Unidos. A Emenda Platt, votada em 1903 após a independência de Cuba, deu aos Estados Unidos esse direito, em troca do apoio dado pêlos americanos na guerra que os cubanos empreenderam para se libertar do domínio espanhol.
Mas, em 1959, um grupo de guerrilheiros, entre os quais estavam Fidel Castro e Ernesto "Che" Guevara, acabou com essa interferência, ao derrubar o ditador Fulgêncio Batista, ligado à máfia e aos Estados Unidos. A princípio, o movimento guerrilheiro era essencialmente nacionalista. Porém, nos primeiros anos de governo, Fidel Castro optou por se aliar à URSS e adotar o modelo soviético.
O fato de uma ilha situada a aproximadamente 150 km da península da Flórida adotar um regime socialista foi um rude golpe para o gigante capitalista norte-americano. A punição foi o embargo econômico imposto pêlos Estados Unidos aos cubanos, que perdura até hoje.

Fidel Castro, até quando?

A ditadura de Fidel Castro dura há mais de quarenta anos. Ao controlar o país com mãos-de-ferro, ele gerou uma considerável massa de desertores que formaram uma "nova Cuba", na Flórida, Estados Unidos.
Durante a guerra fria, a URSS encontrou uma fórmula para manter a economia cubana: comprava o açúcar diretamente dos cubanos com preços subsidiados e, ao mesmo tempo, vendia a eles petróleo, a preços bem mais baixos do que os praticados no mercado internacional.
Com essa ajuda, o país de Fidel Castro conseguiu indicadores sociais invejáveis no campo da saúde e da educação. Porém a economia cubana, assim como a economia soviética, penalizava a população quanto ao fornecimento de alimentos e bens de consumo. Sem acesso à tecnologia nem à modernização, Cuba parece ter parado no tempo.
Se a crise na URSS atingiu Cuba, o fim da potência socialista desorganizou sua economia já fragilizada. O velho líder, Fidel Castro, foi obrigado a aceitar modificações para salvar o regime adotado no país. Hoje o capital estrangeiro é bem-vindo na ilha. O mesmo acontece com os dólares que dissidentes do regime cubano, exilados nos Estados Unidos, mandam para seus parentes que permaneceram no país. As primeiras empresas mistas, de capital estrangeiro e estatal, são admitidas na economia cubana
Incentivar o turismo foi outra idéia que tem feito o país respirar. Com lindas praias, arquitetura colonial e povo hospitaleiro, é grande o número de turistas que procuram Cuba para passar as férias.
Para melhorar a imagem do país, Fidel autorizou a visita do papa João Paulo II e libertou alguns opositores do regime, presos há anos. Como estratégia econômica, procurou se aproximar dos países latino-americanos, apesar de estar fora do projeto da Alça, por exigência dos Estados Unidos.
Havana, capital de Cuba. Com mais de 2 milhões de habitantes, Havana é um importante porto localizado ao norte da ilha e o principal' centro industrial e cultural de Cuba.

Vietnã

A República Socialista do Vietnã, símbolo da maior derrota dos Estados Unidos na guerra fria, abriu sua economia ao capitalismo, aproximou-se de seu maior inimigo (EUA) e, atualmente, recupera-se dos impactos da crise asiática de 1997-1998.
Antiga colônia francesa na península da Indochina, o Vietnã ficou independente em 1954, dividido em dois Estados: Vietnã do Norte, socialista, e Vietnã do Sul, capitalista.
No começo dos anos 1960, começou a guerra entre o Norte e o Sul, que só terminou em 1976 e reunificou o país sob o regime socialista. O Vietnã saiu arrasado do conflito. Milhares de vietnamitas e norte-americanos morreram. Abados da ex-URSS, os dirigentes vietnamitas se indispuseram com a China, na década de 1980.0 embargo comercial dos Estados Unidos e o fim da URSS lançaram o país em uma crise, da qual só se recuperou com as reformas capitalistas introduzidas pelo governo, no final da década de 1990, quando foram eliminadas as sanções econômicas impostas pêlos americanos.

3 comentários:

Fico muito agradecido pela sua visita.
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Prof. Miguel