sábado, 17 de abril de 2010

África - Regiões

ÁFRICA SETENTRIONAL

ÁREA - 5.600.000 km2
POPULAÇÃO - 110.000.000 de habitantes
MAIORES CONCENTRAÇÕES DEMOGRÁFICAS - no litoral do Maghreb (que significa “região ocidental”, compreendendo Argélia, Líbia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia) e o Vale do Nilo
ECONOMIA - agropecuária: no Maghreb, cereais, figueiras, oliveiras e pastoreio nômade de camelos, bovinos e caprinos; nas planícies, como conseqüência da ocupação francesa desenvolve-se uma agricultura comercial, destacando-se oliveiras, videiras, trigo, ameixeiras, tamareiras e palmeiras oleaginosas; no Vale do Nilo temos a produção de algodão e cana-de-açúcar para o mercado externo.
No Egito, a construção das hidrelétricas de Assuã e Assiut, se puseram fim às enchentes do Nilo, provocaram danos ao meio ambiente e o término da agricultura tradicional, levando milhares de pequenos camponeses, que praticavam uma agricultura de subsistência, a abandonar suas terras e migrar para as cidades
RECURSOS MINERAIS - petróleo e gás natural (na Argélia e na Líbia, nações filiadas à Organização de Produtores e Exportadores de Petróleo (OPEP)); fosfato (Líbia e Argélia); ferro (Tunísia e Marrocos) e potássio (Egito, Tunísia, Marrocos e Argélia)

ÁFRICA MERIDIONAL

A África Meridional ou Austral compreende os seguintes países: África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Swazilândia.
REPÚBLICA DA ÁFRICA DO SUL
CAPITAL - Pretória
ÁREA - 1.221.037 km2
POPULAÇÃO - 40 milhões de habitantes
FORMAÇÃO ÉTNICA - negros (68%); brancos (18%), mestiços (10%) e asiáticos (4%)
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO - entre os brancos: 0,7% ao ano (natalidade - 14,9 por mil habitantes; mortalidade – 7,8 por mil habitantes); entre os negros: 2,8% (natalidade – 40 por mil habitantes; mortalidade – 12 por mil habitantes)
LÍNGUAS - afrikaner, inglês, xhosa, zulu e sotho
MOEDA - rand
ESTRUTURA POLÍTICA - República Presidencialista
CHEFE DE ESTADO - o Presidente Thabo Mbeki (Partido do Congresso Nacional Africano), que sucedeu ao grande líder Nelson Mandela
ANALFABETISMO - 14,3% entre os homens e 15,8% entre as mulheres
ESCOLARIZAÇÃO DE SEGUNDO GRAU - 51,4%
ESCOLARIZAÇÃO DE TERCEIRO GRAU - 18,8%
TELEVISORES - 125 por mil habitantes
LIVROS PUBLICADOS - 5.500
PIB - 360 bilhões de dólares
PIB POR HABITANTE - 8.500 dólares
POPULAÇÃO ATIVA - 16,1% (agricultura – 9,6%; indústria – 32,8%; serviços – 55%)
INFLAÇÃO - 5,2% ao ano
AGROPECUÁRIA - milho, arroz e mandioca; bovinos e caprinos
RECURSOS MINERAIS - ouro (maior produto mundial); diamante (maior produto mundial), manganês (segundo produtor mundial); urânio (terceiro produtor mundial), carvão (sétimo produto mundial), ferro (oitavo produtor mundial)
INDÚSTRIA - têxtil, alimentícia, metalúrgica, química, automobilística e naval

ÁFRICA: CONSIDERAÇÕES FINAIS

Desde a elaboração, ainda na década de 50, do conceito de “revolução africana”, cujo grande teórico foi o sociólogo Frantz Fanon, a evolução do Continente conheceu as seguintes etapas: uma breve euforia pós-independência, a instauração de partidos únicos ou a tomada do poder por militares, ampla estatização da economia, esperança de democratização que, infelizmente, não foi cumprida pois, hoje, o cenário político da África volta a conhecer restaurações autoritárias tendo como pano de fundo violências e crises de identidade. Para o futuro, a grande incógnita é saber se o Continente copiará o exemplo da África do Sul, que conseguiu uma reconciliação nacional após séculos de dominação colonial e discriminação racial institucionalizada, ou afundará de vez na miséria, no caos, no obscurantismo e no sangue. Mais que nunca, a África é um “Continente esquecido” pelas grandes potências mundiais. De fato, enquanto perdurou a “Guerra Fria”, o solo africano foi palco de conflitos tribais travestidos de luta ideológica entre formações sociais populistas e outras que apregoavam o capitalismo e a democracia liberais. Hoje, num mundo marcado pela hegemonia norte-americana e pelo discurso neoliberal, a África quase nada representa.
Após a “revolução” liderada por Laurent-Désiré Kabila, no ex-Zaire (atualmente República Democrática do Congo), surgiu um terceiro modelo político-econômico que, transcendendo o nacionalismo socializante e os projetos de democracia liberal de base capitalista, fundiu o autoritarismo com o liberalismo econômico. Essa zona de fusão dos dois “modelos” se revelou um vasto campo de batalha de uma guerra regional de esdrúxulas coligações. Para as etnias Hutu e Tutsi, a região dos Grandes Lagos nada mais é do que o cenário para um conflito presidido pela lógica do extermínio genocida.
Se antes, o slogan “a África para os africanos” inspirara a descolonização libertária e reformista, hoje ele serve aos interesses ocidentais, que, exclusivamente consistem na exploração dos recursos locais e na venda de serviços e produtos tecnologicamente sofisticados (notadamente na área das telecomunicações), apregoam que o desenvolvimento do Continente Negro é uma questão meramente africana. Podemos resumir a posição ocidental como a de “trade not aid” (“comércio, não ajuda”). Ignorando a triste realidade africana, os países desenvolvidos realçam o conceito de que o desenvolvimento africano, um problema local, só será resolvido pela integração do Continente na globalização.

2 comentários:

  1. Olá, gostaria de parabenizá-lo pelo blog, ficou muito mais bonito e atraente para nós leitores. Quero agradecer pelo seu trabalho e por disponibilizar informações sempre precisas e objetivas sobre os conteúdos pesquisados. Desde o semestre passado, sou sua seguidora , pois sou formada em artes mas estou dando geografia. Tenho me esforçado bastante para não deixar a desejar aos meus alunos e tudo que procuro sempre tenho achado aqui e de uma forma muito bem organizada e fácil de compreender. obrigada.

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  2. Olá Marilu.
    Eu é que agradeço pelo gentil comentário. Continue se esforçando. O Brasil precisa de professores como você, que correm atrás.
    É sempre um prazer recebê-la no nosso humilde blog.
    Abração!
    Miguel

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Fico muito agradecido pela sua visita.
Me perdoe não poder responder às suas perguntas.
Se gostou e quiser elogiar ou criticar positivamente, ficarei agradecido e até envaidecido.
Se não gostou, não há necessidade de expor sua ira, frustrações ou ignorância escrevendo grosserias. Simplesmente procure outro material na internet.
Forte abraço!
Prof. Miguel