sábado, 17 de abril de 2010

África - Aspectos Humanos

O Continente Africano com uma população da ordem de 780 milhões (13% da população mundial), é tido, pela maioria dos antropólogos, como o espaço geográfico berço da vida humana no planeta. Acredita-se que o Homo Sapiens teria surgido, há aproximadamente 6 milhões de anos, nos planaltos orientais da África, de onde teria progressivamente migrado para outras partes do globo.
O deserto do Saara, uma formidável barreira natural, dividiu o continente, em termos étnico-culturais, em duas porções distintas:
NORTE (DO MAR MEDITERRÂNEO ATÉ O SAARA) - a denominada África Branca, povoada basicamente por árabes, mouros e bérberes, de religião predominantemente islâmica.
CENTRO E SUL - área conhecida como África Negra, cuja população é composta por bantos, sudaneses, hotentotes (na Namíbia e no deserto do Calaari), bosquímanos (no Saara) e pigmeus (moradores nas áreas florestais do rio Congo), quase todos seguidores de religiões animistas e ritos fetichistas. Devemos acrescentar que na extremidade setentrional moram minorias brancas de origem européia (África do Sul, Zimbábue e Namíbia) e outras provenientes da Ásia, principalmente indianos e chineses, na África do Sul e Moçambique.

A DEMOGRAFIA

A população africana é distribuída de maneira bastante irregular pela superfície do continente. Os vales são mais habitados em detrimento de áreas que dificultam a fixação, tais como desertos e montanhas elevadas.
Entre os séculos XVI e XIX, a população africana permaneceu relativamente estável em função das lutas intertribais e também da perda de contingentes humanos em função de tráfico negreiro. Esse último, não só diminuiu a população absoluta, como também coibiu o crescimento vegetativo, pois aproximadamente 80% dos escravos vendidos para as Américas eram do sexo masculino, o que desequilibrou a proporção
sexual da população, fazendo decrescer as taxas de natalidade. A partir do final do século XIX, em função da presença européia e da eliminação do tráfico negreiro, a população retomou seu crescimento. De fato, a medicina ocidental e a construção de uma infra-estrutura sanitária, proveniente dos modelos europeus, além de altas taxas de natalidade, possibilitaram uma verdadeira explosão demográfica. Atualmente, a
África apresenta os maiores índices de crescimento vegetativo do planeta (2,5%), com taxas de natalidade de 4,4% e de mortalidade de 2,2%. Deve-se ressaltar, também, que o Continente Africano apresenta os menores índices mundiais de expectativa de vida. Como conseqüência, predominam os segmentos populacionais mais jovens: 42% da população têm menos de 15 anos.
As nações mais populosas da África são, respectivamente, a Nigéria (120 milhões de habitantes), o Egito (70 milhões), a Etiópia (55 milhões) e a República Democrática do Congo (50 milhões).

GRAVES PROBLEMAS

Atualmente, a África é vítima de inúmeros males:
OS PROBLEMAS AFRICANOS
recorrentes surtos de fome, causados pelo desconhecimento de técnicas agrícolas modernas, conflitos armados que têm como conseqüência um nomadismo permanente de boa parte da população que foge das regiões conflagradas;guerras constantes em razão dos antagonismos tribais e das lutas pelo poder; desinteresse governamental pela sorte das populações, já que as lideranças dos quadros burocráticos locais buscam somente o enriquecimento próprio e o controle político de seus Estados; o crescente número de “crianças soldados”. De fato, as permanentes guerras internas vêm utilizando, em número cada vez maior, crianças como combatentes, já que essas não dispõem de outras possibilidades de vida senão o ingresso nas diversas milícias que assolam o território africano. Em resumo: os meninos combatem e as meninas servem como prostitutas para os militares; as epidemias, notadamente a malária e a AIDS. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 25 milhões de pessoas estão infectadas pelo HIV, o que provocou uma drástica queda na expectativa de vida
dos africanos. No início da década de 90, era de 59 anos; em 2005, será de 45 anos. Conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano, índice organizado pela ONU, medido com base na expectativa de vida, alfabetização e acesso aos serviços públicos, a África Negra, também conhecida como Subsaariana, apresenta hoje a mais alta taxa de pobreza absoluta do mundo (40%).

OS SEGMENTOS SOCIAIS DO CONTINENTE NEGRO

Sociedades fundalmentamente tribais, as nações africanas conhecem classes sociais extremamente débeis, o que dificulta o desenvolvimento de atividades econômicas modernas. Os extratos sociais da região são os
seguintes:
A SOCIEDADE DA ÁFRICA NEGRA
CAMPESINATO - maior parcela da população, esse setor é, sem dúvida, a maior vítima da exploração européia e da desorganização administrativa que caracteriza a região. Em sua grande maioria, os camponeses africanos são assalariados temporários, desprovidos de quaisquer benefícios e sem nenhuma proteção trabalhista;
PROPRIETÁRIOS RURAIS - no período colonial, foram aliados do colonizador europeu. Com a independência, foram sendo progressivamente marginalizados pelos segmentos urbanos que controlam a administração do Estado;
BUROCRATAS - em termos locais, uma relativa elite civil e militar que controla o aparelho de Estado. Seus salários, elevados para os padrões locais, são sempre complementados pelas propinas e outras formas de corrupção, possibilitadas por suas relações com as grandes empresas transnacionais e com os governos dos ex-colonizadores;
PROLETARIADO - numericamente ínfimo, pois praticamente inexiste uma efetiva industrialização na maior parte dos países da área.

6 comentários:

  1. nossa gostei muito desse blog!eu nao estava conseguindo achar esse assunto em outros sites!!
    obrigada

    ResponderExcluir
  2. o muito legal gostei so falta coloca sobre a economia valeu pessoal muio bom,

    ResponderExcluir
  3. esse blog me ajudou a encontrar o que eu presisava para um trab. escolar.
    muito obrigada.

    ResponderExcluir
  4. amei o blog me ajudou em uma prova,muito obrigado

    ResponderExcluir
  5. Gostei muito do blog... estão de parabéns me ajudou no trabalho da faculdade

    ResponderExcluir

Fico muito agradecido pela sua visita.
Me perdoe não poder responder às suas perguntas.
Se gostou e quiser elogiar ou criticar positivamente, ficarei agradecido e até envaidecido.
Se não gostou, não há necessidade de expor sua ira, frustrações ou ignorância escrevendo grosserias. Simplesmente procure outro material na internet.
Forte abraço!
Prof. Miguel